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terça-feira, 10 de abril de 2012

Energia solar transforma CO2 em combustível para carros

Energia solar transforma CO2 em combustível para carros: Já pensou em usar eletricidade para abastecer seu carro, mesmo que você não tenha um carro elétrico?


Redação do Site Inovação Tecnológica - 10/04/2012

Eletricidade para carros
Carros elétricos não são aviões, mas eles certamente já teriam decolado se a tecnologia das baterias não estivesse praticamente estacionada nos últimos anos.
Mas está tomando corpo uma ideia que parece estranha à primeira vista, mas que tem potencial não apenas para explorar a energia solar, como também para alimentar os carros a combustão atuais com um combustível que será, essencialmente, gerado por eletricidade.
A ideia consiste em armazenar a eletricidade em combustíveis líquidos, que poderão então ser queimados por motores a combustão normais.
Ou seja, os carros poderiam ser indiretamente alimentados por eletricidade, sem que precisassem ser convertidos em veículos elétricos.
E o alcance disso pode ser ainda maior, uma vez que a fonte para a produção desse combustível líquido é o dióxido de carbono, que todo o mundo gostaria de varrer para debaixo do tapete - ao menos a parte gerada pelo homem - para tentar evitar o aquecimento global.
Uma demonstração de que isto é tecnicamente possível foi realizada pela equipe do Dr. James Liao, da Universidade da Califórnia em Los Angeles (EUA).

CO2 vira combustível
Liao e seus colegas desenvolveram uma técnica que usa eletricidade para converter dióxido de carbono em isobutanol.
Se for usada energia solar, o processo essencialmente imita a fotossíntese, convertendo a luz do Sol em energia química.
A fotossíntese é um processo que ocorre em duas etapas - uma etapa com luz e uma etapa às escuras. A reação clara converte a energia da luz em energia química, enquanto a reação escura converte CO2 em açúcar.
"Nós conseguimos separar a reação com luz da reação escura e, em vez de usar a fotossíntese biológica, nós usamos painéis solares para converter a luz do Sol em eletricidade, depois em um intermediário químico, e então usamos esse intermediário para alimentar a fixação do dióxido de carbono para gerar o combustível," explica Liao.
Segundo ele, seu esquema pode teoricamente ser mais eficiente, em termos da energia produzida, do que a fotossíntese natural.

Biorreator

Nem tudo é artificial nesse novo método. Os cientistas modificaram geneticamente um microrganismo litoautotrófico, conhecido como Ralstonia eutropha H16, para produzir isobutanol e 3-metil-1-butanol no interior de um biorreator.
O biorreator usa apenas dióxido de carbono como fonte de carbono, e apenas eletricidade como entrada externa de energia.
O desenvolvimento agora anunciado é um passo significativo em relação a uma pesquisa anterior divulgada pelo grupo, quando eles demonstrar o papel promissor das bactérias para a produção de um combustível alternativo.
Teoricamente, o hidrogênio produzido por energia solar pode ser usado na conversão do CO2 para sintetizar combustíveis líquidos com alta densidade de energia, também usando os microrganismos geneticamente modificados.
Mas as demonstrações em laboratório não têm conseguido passar para escalas maiores devido à baixa solubilidade, pequena taxa de transferência de massa e, sobretudo, pelas questões de segurança envolvendo o hidrogênio.
"Em vez de usar hidrogênio, nós usamos o ácido fórmico como intermediário. Nós usamos eletricidade para produzir ácido fórmico, e então usamos o ácido fórmico para induzir a fixação do CO2 nas bactérias, no escuro, para produzir isobutanol e alcoóis," explica Liao.
"Nós demonstramos o princípio, e agora queremos aumentar sua escala. Este é o nosso próximo passo," conclui o pesquisador.

terça-feira, 3 de abril de 2012

Oficinas sobre História da Ciência serão realizadas a partir do dia 31 de março





A Pontifícia Universidade Católica (PUC-SP) oferece a Oficina História da Ciência no dia 31 de março, das 14 horas às 17 horas no Campus Marquês de Paranaguá, localizado na Rua Caio Prado, nº 102, Anfiteatro, 1º Andar. A entrada é gratuita e a oficina ainda será desenvolvida em outras duas datas: 14 de abril (9h às 12h) e 5 de maio (14h às 17h). É necessário fazer inscrição por e-mail informando a data escolhida para oficinashc@pucsp.br .

sábado, 31 de março de 2012

INSCRIÇÕES MESTRADO/DOUTORADO 2o. SEMESTRE DE 2012 IQ/UNICAMP




Acessem: http://www.iqm.unicamp.br/posgraduacao/?p=106
 inscrições para os Cursos de Mestrado e Doutorado do Instituto de Química da UNICAMP


Inscrições Abertas para o 2º Semestre/2012. No período de 15/03/2012 a 30/04/2012 estarão abertas as inscrições para os Cursos de Mestrado e Doutorado do 2º Semestre/2012.

As inscrições para os exames de ingresso no Mestrado e classificação de bolsas para o Doutorado no 2o. Semestre de 2012 encontram-se abertas de 15 de março à 30 de abril/2012. O exame é aplicado em Campinas.

O exame poderá ser aplicado em outros locais fora de Campinas desde que tenha demanda de no mínimo cinco candidatos inscritos para a prova,  local de aplicação e Docente local para aplicar. Os interessados podem fazer a solicitação para aplicação da prova via e-mail (cpgiq@iqm.unicamp.br) ao Coordenador de Pós-Graduação, contendo a relação dos candidatos, o nome e contato do Docente da Universidade que está solicitando até o dia 30/04/2012. SOLICITAÇÕES FORA DE PRAZO NÃO SERÃO ACEITAS.

Os documentos da inscrição serão aceitos até o dia 02/05/2012 (quarta-feira) na Secretaria da Pós-Graduação, poderão ser entregues pessoalmente ou postados via correio, mas tem que estar na Secretaria de Pós-Graduação até o dia 02/05/2012.

 Atenção para o formato do Exame! - Exame-Modelo e Bibliografia indicada

 INGRESSO NOS CURSOS DE MESTRADO E DOUTORADO

As inscrições aos cursos de Mestrado e Doutorado estarão abertas no período de 15 de setembro à 30 de outubro, para ingresso no primeiro semestre letivo do ano seguinte, e de 15 de março à 30 de abril, para o segundo semestre letivo. Os interessados podem fazer a inscrição diretamente na Coordenadoria de Pós-Graduação ou postar no correio dentro do período, para o endereço: UNICAMP - INSTITUTO DE QUÍMICA Coordenadoria de Pós-Graduação - Caixa Postal 6154 - Campinas, SP - CEP 13083-970. Os documentos para inscrição estão relacionados abaixo.
1) Documentos obrigatórios para Inscrição no Curso de Mestrado:Curriculum vitae padrão, Cópia do histórico escolar da graduação, Cópia do diploma ou Certificado de Conclusão da Graduação e Ficha de Inscrição on-line preenchida e assinada.
2) Documentos obrigatórios para Inscrição no Curso de Doutorado:Curriculum Vitae Padrão, Cópia do histórico escolar da graduação, Cópia do diploma da graduação ou Certificado de Conclusão, Cópia do histórico escolar do mestrado, Cópia do diploma do mestrado ou Certificado de conclusão, Aceite de um orientador do IQ/UNICAMP e Ficha de Inscrição on-line preenchida e assinada.
3) Não será considerada a inscrição feita na ficha antiga (modelo em Word), devido à mudança no sistema da Unicamp para as inscrições na Pós-Graduação, a ficha de inscrição on-line é que deve ser considerada.
4) Normas da Comissão de Pós-Graduação relativas ao ingresso nos cursos deMestrado e Doutorado. Os inscritos serão informados, por e-mail, sobre o exame e será divulgado através do site, data, horário e local em que o exame para ingresso ao curso de Mestrado e Classificação de Bolsa no Doutorado será realizado. A seguir estão relacionados a Bibliografia e os tópicos a serem considerados para o exame de ingresso ao curso de Mestrado e Classificação de Bolsa de Doutorado.
BIBLIOGRAFIA (1) P. Atkins, L. Jones, Princípios de Química: Questionando a Vida Moderna e o Meio Ambiente. 3ª. ed. São Paulo : Bookman. 2007. (2) J.C. Kotz, P. Treichel Jr., Química e Reações Químicas. 3ª. ed. Rio de Janeiro : LTC, 1998. (3) B.M. Mahan, R.J. Myers, Química: um curso universitário. 4ª. ed. São Paulo : Edgard Blücher Ltda, 1995. (4) R. Chang, B. Cruickshank, Chemistry. 8th. Boston : McGraw-Hill. 2005.

Hora do Planeta 2012

Hora do Planeta 2012: hoje é dia de ficar no escuro! – Ideias Verdes

Autora: Lydia Cintra


Neste sábado, dia 31, acontece a sexta edição da Hora do Planeta, movimento global da ONG WWF que defende, por meio de uma ação simbólica, que “cada pessoa tem poder de mudar o mundo em que vive”.
Às 20h30, cidadãos do mundo inteiro vão apagar as luzes e aparelhos elétricos para chamar a atenção para a questão da energia e mudanças climáticas. “É um gesto simples e de visibilidade que pode ser adotado em todo o planeta”, explica a WWF. “Simboliza a eficiência e o uso de todos os recursos com inteligência e responsabilidade”.


quinta-feira, 29 de março de 2012

QUÍMICA FORENSE- IMPRESSÃO DIGITAL

QUÍMICA FORENSE- IMPRESSÃO DIGITAL
Neste texto o autor aborda a Química Forense e mostra uma atividade para realizar em sala de aula.

Autor : Emiliano Chemello é licenciado em Química pela Universidade de Caxias do Sul e professor do Ensino Médio na região da Serra Gaúcha.



Veja na íntegra:http://www.quimica.net/emiliano/artigos/2006dez_forense1.pdf



A Ciência Forense 


A ciência forense é uma área interdisciplinar que envolve física, biologia, química, matemática e várias outras ciências de fronteira, com o objetivo de dar suporte às investigações relativas à justiça civil e criminal. Recentemente o público começou a se dar conta da importância da ciência no desvendamento de crimes, talvez pelo fato da grande proliferação de programas de televisão, documentários e ficção científica. Cito a 
série americana CSI (sigla referente a Crime Scene Investigation), a qual foi considerada uma das motivadoras do denominado ‘efeito CSI’ – uma espécie de influência que alguns estudiosos atribuem a determinadas decisões dos jurados perante a insuficiência de provas científicas, algo que, na ficção, não acontece.  
Cientistas forenses trabalham nas limitações da própria ciência, não podendo, por exemplo, serem capazes de concluir, após uma análise de evidências na cena do crime, que a suposta acusada usava "batom da marca Maybelline, cor 42, lote A-439". As conclusões, na realidade, são bem menos precisas, apesar dos avanços tecnológicos das ciências que dão suporte aos cientistas forenses. Em investigações de crimes, na vida real, o foco principal do profissional forense é confirmar a autoria ou descartar o envolvimento do(s) suspeito(s). As técnicas empregadas permitem que seja possível identificar, com relativa precisão, se uma pessoa, por exemplo, esteve ou não na cena do crime a partir de uma simples impressão digital deixada em algum lugar, ou então um fio de cabelo encontrado no local do crime. Hoje em dia pode-se realizar a identificação humana através de técnicas de análise do DNA1 presente na amostra. Só que estas análises são ainda muito onerosas e o número de casos faz com que, muitas vezes, não se faça uma investigação mais profunda. Estes programas televisivos, como a série CSI, no entanto, segundo alguns autores, têm um lado positivo. Eles despertam o interesse pela ciência, principalmente dos jovens. Inclusive muitos periódicos publicam artigos que discutem exercícios forenses, como o famoso Journal Of Chemical Education, ação que pode ser uma forma de catalisar e/ou despertar o interesse pelas ciências exatas, como a química. 

terça-feira, 20 de março de 2012

Dimitri Mendeleev (1834-1907)


Dimitri Mendeleev (1834-1907)
Autora: 
 Dra.Renata M.S.Celeghini

Dimitri Mendeleev foi um químico russo muito famoso. É considerado pela comunidade científica um dos maiores gênios da química. Mendeleev nasceu em Tobolsk, na Sibéria, em 1834. Doutorou-se na Universidade de São Petersburgo, onde começou a lecionar em 1866. O conceito de periodicidade química deve seu desenvolvimento, em especial, a dois químicos, Lothar Meyer (alemão) e Dimitri Mendeleev (russo).
Trabalhando independentemente, chegaram a um correlacionamento mais detalhado das propriedades dos elementos e suas massas atômicas. Isso proporcionou uma melhor visualização da periodicidade das propriedades dos elementos.
Vários cientistas contribuíram para que se chegasse à classificação periódica dos elementos; porém o trabalho de Mendeleev destacou-se por ser o mais completo e ousado.
Mendeleev iniciou sua pesquisa sobre a periodicidade dos elementos ao iniciar seu trabalho como professor na Universidade de São Petersburgo. Mendeleev sentiu a necessidade de organizar os dados da Química Inorgânica e começou a colecionar todas as informações sobre os elementos conhecidos na época. Os dados eram anotados em cartões, que eram fixados na parede de seu laboratório e, conforme observava alguma semelhança, mudava a posição dos cartões.
Esse quebra-cabeça deu origem a uma Tabela Periódica, na qual os elementos foram dispostos em filas horizontais, de acordo com as massas atômicas crescentes, e colunas verticais, com elementos de propriedades semelhantes.
Em 1869 Mendeleev apresentou à comunidade científica a sua lei periódica dos elementos. Sentindo-se muito seguro da validade de sua classificação, Mendeleev deixou posições vazias na sua tabela, dedicada a elementos que eram desconhecidos. Predisse, com uma precisão surpreendente, as propriedades dos mesmos quando viessem a ser conhecidos. Para isso utilizou como base as propriedades dos elementos vizinhos.
Vamos ver um exemplo da verdadeira genialidade de Mendeleev?
A tabela abaixo mostra as propriedades do germânio e as propriedades previstas por Mendeleev para esse elemento, que na época era desconhecido e o qual Mendeleev nomeou de eka-silício.
Propriedades
Propriedades previstas por Mendeleev para o eka-silício (1871)
Propriedades determinadas experimentalmente para o germânio (Ge) (1885)
Massa atômica
72
72,6
Densidade (g/cm3)
5,50
5,47
Cor
Cinzento
Cinzento claro
Densidade (g/cm3) do óxido
4,7
4,7
O trabalho desenvolvido por Mendeleev foi surpreendente, pois suas pesquisas foram desenvolvidas em uma época em que muitos elementos naturais eram desconhecidos como, por exemplo, os gases nobres. Não se conhecia a estrutura atômica e os números atômicos que são utilizados na organização dos elementos da tabela atual. Somente em 1913 Henry G. L. Mosely estabeleceu o conceito de número atômico; porém essa descoberta não provocou grandes alterações na classificação dos elementos feita por Mendeleev, apenas alguns rearranjos.
Em homenagem a este brilhante cientista, foi dado o seu nome ao elemento de número atômico 101 - Mendelévio.